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A importância das aplicações Open Source nas organizações

Novembro 18, 2011

Actualmente a informática já é observada e tratada de uma forma diferente dentro das organizações. Já não é vista como a informática pura, correctiva e de suporte, mas sim como um dos pilares fundamentais no suporte à estratégia de uma organização.

As organizações empresariais debatem-se com o paradigma de manter a competitividade e capacidade de se transformar e responder rapidamente ao mercado. Para atingir estes objectivos, é fundamental recorrer a ferramentas de suporte aos sistemas de informação onde os custos de aquisição, implementação e manutenção são cada vez maiores.

Os encargos com licenciamento, implementação, auditorias e estudos na área dos sistemas de informação representam cada vez mais, uma fatia considerável ao nível financeiro para as organizações ao nível de custos fixos, onde os seus reais benefícios são muitas vezes questionáveis, a função Pública é um dos exemplos onde se utiliza a “Força Bruta” para resolver os desafios aos sistemas de informação, por um lado por falta de competência, responsabilidade ou mesmo por simples ignorância.

Muitos dos investimentos em sistemas de informação não são medidos ou mesmo pensados.

Em Portugal quando se fala em inovação, simplex ou modernização administrativa, é sinónimo de gastar muitos milhares de euros. Primeiro vê-se quais os fundos onde se pode financiar um determinado projecto e a seguir paga-se a alguém externo para resolver um problema que deveria ser pensado internamente. O resultado desta abordagem é ter um sistema que até pode funcionar, mas nunca nas suas plenas capacidades, ou em que os custos de manutenção são de tal forma elevados que se tornam insustentáveis de manter.

Hoje em dia é uma realidade, temos um grande crescimento de recursos humanos com conhecimentos ao nível dos sistemas de informação e cada vez mais qualificados dentro das organizações. Por isso, é essencial que os responsáveis das organizações tirem partido destes profissionais. Por outro lado os responsáveis pelo SI, terão que ter a capacidade de conduzir a sua estratégia de uma forma sustentável tendo em conta a rentabilidade e necessidades reais da sua organização.

Assim sendo, coloca-se cada vez mais a questão: porque não utilizar ferramentas open-source, cujos custos de licenciamento/ manutenção são muito reduzidos, tendo em conta que muitas das soluções poderão ser alteradas e customizadas, onde os grandes intervenientes na implementação serão os responsáveis do SI interno da organização, que conhecem perfeitamente os processos produtivos, e serão de facto responsabilizados pelo sucesso ou insucesso da sua implementação. É crucial dar protagonismo e condições aos departamentos de sistemas de informação das organizações, no entanto, será necessário responsabilizar este departamento quando as suas escolhas não são operacionais e sustentáveis.

Com os cortes orçamentais existentes neste momento na Função Publica, poderá ser uma oportunidade das organizações do Estado repensarem os seus investimentos e a sua organização ao nível dos sistemas de informação. Ao nível da comunidade open-source, ou de serviços de TI, poderá ser uma oportunidade para que, de uma forma integrada, várias organizações do Estado trabalhem em conjunto. As ilhas e o protagonismo individual deverão terminar definitivamente, estes são factores redutores do desenvolvimento sustentável de qualquer organização.

Para mim, a inovação nunca será sinónimo de se utilizar muitos recursos financeiros. A inovação só se realiza quando se implementa uma solução onde a sustentabilidade/ valor da sua implementação são efectivos.