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A importância da arquitectura na Integração dos Sistemas de Informação

Dezembro 1, 2011

As organizações estão cada vez mais sujeitas à mudança, fruto das exigências dos mercados, e da sua globalização razão pela qual deverão estar cada vez mais preparadas para que possam rapidamente responder, estruturalmente, a essas alterações. Torna-se necessário que os sistemas de conhecimento sejam simples e ágeis.

Face a este cenário, é cada vez mais relevante pensar a arquitectura da integração dos sistemas de informação (ISI) nas organizações, ela será um dos pilares fundamentais ao sucesso e à sustentabilidade de uma qualquer organização empresarial.

Tal como quando se constrói um edifício, antes de se iniciar a sua construção, é realizado um conjunto de desenhos, projectos e é pensado tendo em consideração algumas directrizes tais como:

a)    Qual será a sua função, o seu objectivo.

b)    A envolvência onde será construído.

c)    Tipo de acessibilidades.

d)    Conforto;

e)    Usabilidade de quem o vai frequentar;

Na definição da arquitectura da  ISI deverá seguir-se a mesma abordagem, antes de implementar temos que pensar e desenhar toda a estrutura. É necessário ter em consideração os seguintes aspectos:

a)    A informação deverá estar disponível de uma forma simples e transparente. É importante que a informação chegue a toda a organização da mesma forma, não se poderá permitir que existam ilhas dentro da empresa, onde a informação apenas está delimitada a um conjunto de departamentos e sectores, sem interacção com o resto da estrutura. A informação deverá ser acessível transversalmente e estar disponível a quem tem que ter acesso.

b)    Deverá ser realizado um levantamento da informação necessária e relevante, será indispensável que quem “governa” decida qual a informação essencial a retirar do sistema de informação.

c)    Dividir em processos macro várias áreas de actuação das organizações e, após a definição desses processos, subdividir em processos mais simples. Assim, teremos como processos macro por exemplo: Finanças, Recursos Humanos, Produção, Encomendas, Desenvolvimento…

Dentro de cada processo, teremos então os processos mais específicos de cada área principal.

d)    Esquematizar todos os processos operacionais dentro da organização (Blocos), estabelecendo os inputs e outputs de informação, através de representações gráficas.

e)    Deve-se definir de que forma a informação será disponibilizada e onde será necessária (web services, XML, texto ..).

f)     Realização de análise custo beneficio das soluções pretendidas, nem todas as soluções serão vantajosas para a organização, a realidade de cada organização é diferente tendo em conta a sua posição, a grandeza e a sua capacidade no mercado onde se insere, por isso, as necessidades serão diferentes tendo em conta a sua estrutura.

E crucial a integração dos sistemas de informação, é minha opinião que as empresas devem investir na definição da arquitectura da ISI, para daí obterem informação com qualidade, como suporte à decisão e à operação.

O departamento de sistemas de informação deverá passar a ter um papel fundamental na definição e no desenho de integração dos sistemas de informação, ele será o arquitecto dessa infra-estrutura.

O Panorama actual em muitas organizações é preocupante, e isso vê-se pela não integração dos sistemas actuais instalados nas empresas. Os diversos departamentos estão isolados, não comunicam entre si, a informação não chega a todos da mesma forma e muitas vezes chega sem qualidade. Como consequência, a produtividade diminui, fazendo com que as organizações consumam mais recursos e sejam pouco competitivas nos mercados cada vez mais exigentes e globais.

É essencial que os decisores nas organizações olhem para os sistemas de informação de outra forma, estamos a passar por uma nova era industrial, a era do conhecimento global, quem não estiver preparado, certamente irá ficar pelo caminho, por outro lado poderá ser um espaço global de mercado e pleno de oportunidades.

Nesta altura, não se pode conceber que em qualquer organização não se pense na arquitectura da integração dos sistemas de informação.

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